A Consciência e as máscaras

Não são os acontecimentos externos que determinam diretamente os nossos pensamentos, as sensações, os comportamentos e muito menos a ideia que temos de nós. Acreditar nisso, é aí que reside a fonte de todos os problemas.
Se o mundo exterior é a condicionante, todas as representações internas que fazemos de nós, dos outros e do mundo, com as respetivas sensações e comportamentos associados, são o resultado da acumulação de memórias da nossa própria história, memórias essas que, por sua vez, são o resultado de interpretações pessoais. Associarmo-nos a essas construções mentais é construirmos para nós um teatro de nós. A máscara tornou-se pessoa.
Então, onde está a Pessoa? Existe uma Pessoa por detrás de todas as máscaras? E, se existe, como acedemos a ela?
Há pelo menos uma coisa que podemos fazer:
– dissociarmo-nos e tomar consciência da máscara!
No momento em que isso acontece dá-se um break no processo automático na repetição das coisas velhas que estamos habituados a pensar, fazer e a sentir. É a primeira tomada de consciência da Vida.
É preciso muita coragem para dar esse passo porque então seremos diferentes e vulneráveis.
J.F.

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