A Máscara

Sempre uma máscara,
segura por uma mão alva, tão branca,
ela usava sempre uma máscara em frente do rosto.

A mão pegava-a de forma graciosa
claramente com toda a facilidade.
Mas às vezes aparecia um tremer,
por poucochinho um estremecimento
a percorrer os seus dedos
enquanto segurava a máscara.

Ao longo de muitos, muitos anos
interroguei-me,
mas não ousava perguntar,
e de repente…
– não consegui suster-me por mais tempo –
olhei por detrás da máscara,
e vi
nada…
Não tinha rosto.

Era somente uma mão
que segurava uma máscara
de forma graciosa.

Este poema, de autor desconhecido, encontrei-o no livro de Marshall B. Rosenberg (Nonviolent Communication: A Language of Life) Traduzi-o do Holandês, certamente que estará traduzido em português. É um livro de 2003 duma das figuras que considero de maior relevo no mundo, apoiado pela ONU com projectos em todo o mundo direccionados para a comunicação não violenta.

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