A memória inconsciente

O filósofo belga Joseph Delboeuf, sonhou que no pátio da sua casa encontrara duas lagartixas enterradas na neve e rígidas pelo frio. Pegou nelas, aqueceu-as nas mãos e colocou-as numa greta do muro. Depois colocou ao lado umas ervas que lá cresciam. Ainda em sonho pronunciou o nome da planta: “Asplenium ruta muralis”.

Delboeuf não se lembrava de quase nenhum dos nomes técnicos das plantas apreendidos na época de estudante. Como, pois era possível aquele conhecimento técnico?

As pessoas tem tendência a encontrar explicações mágicas para estas revelações subitas. As coisas podem ser muito mais simples.

Após 16 anos achou casualmente a explicação: em casa de um amigo encontrou um pequeno álbum de flores secas, no qual estava escrito, por seu próprio punho: “Asplenium ruta muraria”.

O mesmo Delboeuf escrevera-o muito tempo antes, depois de consultar um botânico. Delboeuf já nem se lembrava de que sua irmã dera aquele álbum de presente ao amigo. A única diferença: “muralis” no sonho, em vez de “muraria”.

Casos semelhantes são bastante frequentes. O inconsciente guarda lembranças que o consciente já esqueceu completamente. Um repositório imenso de conhecimentos

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