Chindogu

Numa sociedade em que tudo deve ser útil, eficiente, produtivo, vantajoso, relevante, proveitoso, lucrativo, benéfico, direccionado ao sucesso e à excelência (a PNL é uma das ferramentas excelentes nesse sentido), o Chindogu é uma brisa que pode aliviar muita tortura diária ocasionada pela obsessão da realização e da produtividade.

O Chindogu é o termo japonês usado para designar a arte da concepção de ideias inúteis, ou a capacidade de deformar a utilidade de um objecto até transformá-lo em outro totalmente inútil.

Chin significa esquisito e Dogu significa aparelho.

O conceito foi criado pelo escritor e inventor Kenji Kawakami num livro publicado na década de 1990 sob o título “101 Invenções Inúteis Japonesas: A Arte do Chindogu”. Kawakami imagina e fabrica acessórios do quotidiano que são práticos, lógicos, e ao mesmo tempo absurdos, incapazes de ser utilizados.

Há um círculo mundial de Chindogu, mas não é tão fácil entrar neste círculo. Existe uma Sociedade Internacional de Chindogu, que estabelece as regras que permitirão a uma determinada criação entrar (ou não) no Olimpo dos Chindogus.

Os Dez Mandamentos do Chindogu:

  1. Um chindogu não pode ser feito para uso real, não é utilizável, não tem aplicação prática. Desde que se afigure ter alguma utilidade, deixa de ser chindogu.
  2. Um chindogu manifesta algo anárquico. São feitos porque são inúteis e reflectem liberdade de pensamento.
  3. Um chindogu tem de ser fabricado. Não o pode utilizar mas tem de ser feito. Pode sim imaginar que poderia ser empregue para qualquer coisa.
  4. Um chindogu é concebido para uso no dia-a-dia. Toda a gente percebe para o que pode servir.
  5. Um chindogu não pode ser unicamente o resultado de humor. É sim o resultado de uma actividade com vistas à resolução de um problema.
  6. Um chindogu não está à venda, não se compra.
  7. Um chindogu não é propaganda. Um chindogu é inocente. São feitos para serem usados, embora não o sejam.
  8. Um chindogu não pode ser patenteado. Um chindogu é uma dádiva à humanidade.
  9. Um chindogu nunca é um tabu, nunca pode ter um fundamento de coisa barata e vulgar.
  10. Um chindogu não tem preconceitos. Não discrimina raça ou religião, jovem ou idoso, mulher ou homem, pobre ou rico. Cada pessoa no mundo pode deliciar-se com o chindogu.

Encontrei pouca coisa em português, mas há muitos sites em inglês. Exemplos de sites:

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *