Mindfulness (baseada nos trabalhos do Dr. Jon Kabat-Zinn, professor de Medicina na escola médica da Universidade de Massachusetts) é, para além da medicina comportamental, cada vez mais aplicada nas terapias da psicologia cognitiva (ACT – Acceptance & Commitment Therapy e MBCT – Mindfulness-Based Cognitive Therapy).

Escolhemos na nossa abordagem, para complemento da PNL, uma metodologia trazida do oriente por figuras da ciência e que tem estado a ser confirmada no campo da experimentação segundo critérios científicos.

Consta de exercícios formais e não formais de atenção plena no momento atual e sem julgamento.

O objetivo é ajudar-nos a libertarmo-nos do nosso piloto automático, quer dizer, da influência do nosso mapa do mundo, das lembranças do passado e dos pensamentos sobre o futuro e que são os responsáveis diretos pelas distorções, generalizações e omissões de informação que fazemos de nós e do mundo. Mindfulness ajuda-nos, não através da neutralização direta do funcionamento robótico das nossas representações internas, mas sim através de uma observação e aceitação da informação interna e externa, sem julgamentos.

Mindfulness, de inspiração budista, facilita-nos a aceitação e vivência plena do aqui e agora. A partir daí há maior flexibilidade. Com a paragem da resposta automática, oferecem-se-nos uma abertura a novas possibilidades de ação e desfrute sensorial da vida. Talvez possa ser um dos mais valiosos complementos de uma prática de PNL que metaforicamente traduzimos com a frase que é o lema dos nossos cursos: ” a caminho do cerne e a partir do cerne”.

Objectivos

O objetivo é a realização de uma vida cada vez mais significativa: Ser em vez de Ter ou, pelo menos, ao encontro de um equilíbrio cada vez maior entre Ter e Ser.

Mas há mais. Embora não seja um objetivo direto em Mindfulness, a partir de uma focalização no aqui e agora sem a normal interpretação automática que é o resultado da história pessoal e dos desejos para o futuro, está aberto o caminho para a libertação de recursos interiores fabulosos. Estes recursos espirituais são chamados em PNL “estados essenciais” e são reconhecidos como estando a um nível lógico de organização superior, orientando e dando sentido às camadas lógicas inferiores de consciência. A PNL possui, há muito tempo, técnicas para trabalhar com esses recursos espirituais. E diversas meditações tradicionais podem facilmente ser modeladas e integradas no processo de mudança e autorrealização.

Nos nossos cursos para Practitioner e Master, foras das horas oficiais de curso, já têm vindo a ser oferecidos exercícios baseados nos trabalhos de Kabat-Zinn, englobando atenção num ponto, consciências das sensações, sons e pensamentos, e exercícios físicos para maior autoconsciência do corpo.
Estes programas treinam e oferecem elementos para prática individual, independentes de qualquer credo.

O objetivo destas práticas, a maioria de origem milenária é, utilizando agora uma linguagem mais subjetiva e poética:

  • “Abrir a janela para que as brisas entrem quando for o momento”, parafraseando Jodi Krishnamurti;
  • Desbravar caminhos ao encontro do que é mais essencial em nós;
  • Ou simplesmente exercitarmo-nos na vivência do “aqui e agora” sem a contaminação do futuro e do passado que formam a base da análise e julgamento de valores;
  • Ultrapassar problemas, realizar objetivos, libertar recursos, desenvolver a nossa acuidade sensorial, a nossa visão interior e exterior.

Algumas vantagens em combinar PNL e Mindfulness:

  1. O princípio mais básico em PNL tem a sua origem na semântica geral de Korzybski (1879-1950): “O mapa não é o território”. Podemos deduzir daí que o mundo é o que imaginamos que ele é e acabamos por acreditar nas nossas próprias construções mentais. Já Buda dizia o mesmo e práticas milenares de meditação têm como fim, de forma prática, ajudar-nos concretamente a não levarmos a sério as nossas fantasias sobre nós e o mundo. Mindfulness é técnica e atitude para auto consciencialização contínua.
  2. Cada vez se torna mais evidente no mundo da PNL uma nova formulação de um princípio antigo: “É o que é, as coisas são como são”. Ora a maioria das pessoas luta contra aquilo que é, e chegam à PNL para resolver isso (libertar-se da dor, medo, insegurança, solidão…). Assim esquecem um princípio básico: “o sistema nervoso central não conhece negações”. A consequência é que quanto mais se luta contra aquilo que se não quer, mais o recebemos de presente. Mindfulness é o primeiro passo na aceitação das coisas como elas são (o que não é resignação), é sim um break com a maneira tradicional de reagir automática e abertura a novas possibilidades.
  3. “Conduzir o autocarro da nossa vida”, o objetivo nº 1 da PNL, exige uma reviravolta na nossa maneira de pensar, sentir e agir. Significa “consciência consciente”. Um grau cada vez maior de consciência consciente de nós e do mundo só pode ocorrer a partir da paragem do nosso “piloto automático” quer dizer, do funcionamento automático e inconsciente entre o diálogo interno, os estados emocionais e a reação comportamental. Mindfulness torna consciente esse processo e apazigua-o.
  4. O processo de aprendizagem segundo a PNL conhece quatro fases, algumas vezes, cinco fases: fala do conhecido caminho da inconsciência incompetente à inconsciência competente, passando pela consciência da incompetência e consciência da competência. Às vezes juntam-lhe uma fase de mestria, mas o “inconsciente competente” é sempre visto como uma fase de excelência em que agimos a um nível de perfeição e rapidez extraordinárias. É certo que é desmascarada aqui a ilusão de que a mente consciente tem o papel superior que lhe é atribuído. Tudo em PNL está direcionado para o trabalho com o inconsciente. Mas, posicionar o “inconsciente competente” como sendo o máximo é, ao mesmo tempo, paradoxal! É o louvor ao piloto automático inconsciente como condutor das nossas vidas! Como podemos então ser responsáveis pela condução do autocarro das nossas vidas dessa maneira? Mindfulness aponta-nos um possível caminho para chegarmos a um nível superior de existência, a “consciência consciente” de que Eckhart Tolle fala.
  5. Mais um aspeto interessante e também ele básico: a PNL concentra a sua atenção nos nossos sentidos como base de informação (sistemas representativos ou modalidades sensoriais -VACOG). Parte-se, por um lado, e utiliza-se conscientemente o princípio da impossibilidade da não-interpretação; por outro lado, reconhece-se a importância de uma observação desprovida de interpretação que nos possa levar à excelência na comunicação. Mindfulness é um treino mais radical dos sentidos no sentido do conhecimento das coisas como elas são, conhecermo-nos a nós e ao mundo, desprovidos de interpretação.
  6. Embora não seja diretamente o objetivo da Mindfulness, o certo é que através da prática são libertos recursos tradicionalmente considerados de natureza espiritual: amor, serenidade, sensação de plenitude… Estes recursos são, como foi dito anteriormente, o que em PNL se chama “estados essenciais” e são vistos muitas vezes como os recursos mais poderosos que podemos ter ao nosso serviço.[/toggle_content]

Programa

São regularmente anunciados cursos de 2 e 3 dias. E está planeado um retiro de 3 dias para maio de 2012.

Alguns dos cursos são destinados a pessoas com o nível mínimo de Practitioner e destinam-se a desenvolver a integração teórica e prática de Mindfulness com PNL.

Para outros cursos não são necessários conhecimentos de PNL.

Cada pessoa que queira, pode receber no fim da sessão, ficheiros com os exercícios principais para facilitar a prática individual.

Bases

Nos cursos ou nos exercícios oferecidos como complemento à PNL encontrará elementos advindos da:

  • Programação NeuroLinguística (Bandler, Grinder, Dilts, Andreas, James, Derks e muitos outros)
  • Mindfulness, programa anti-stress (Jon Kabat-Zinn)
  • ACT – Acceptance & Commitment Therapy (Steven C. Hayes e Spencer Smith)
  • MBCT – Mindfulness-Based Cognitive Therapy (Zindel V. Segal, J- Mark G. Williams & John D. Teasdale)
  • O silêncio (Paul Wilson)
  • O aqui e agora (Eckhart Tolle)
  • Krishnamurti
  • Modelagem de diversos exercícios clássicos de Meditação

Agenda

Próximas edições