Liberdade

Até que ponto nos sentimos livres? Até que ponto somos verdadeiramente livres?

O valor “liberdade”, como qualquer valor aliás, mesmo que aparentemente pareça algo muito bonito, na maioria das vezes representa a teia que inconscientemente nos aprisiona. A tentativa de realização do valor de forma obsessiva, leva a um desgaste enorme de energias. Nos últimos artigos tenho dado atenção especial a este fenómeno – na grande maioria das vezes julgamos que nos estamos dirigindo a algo positivo, ao alargamento das possibilidades inatas, sem nos darmos conta que agimos na forma de piloto automático, inconscientemente, como resultado da nossa história pessoal, sobretudo como resultado de frustrações e traumas, repetindo os dramas do nosso passado. Queremos que haja respeito no mundo, ou queremos ser respeitados? Queremos a lealdade social ou que ninguém nos traia? Queremos realizar o amor ou que nos dêem atenção? Queremos s liberdade como princípio universal, ou não queremos mais a prisão que experimentámos na infância? Isto não é uma subtilidade qualquer, nem um jogo linguístico. Isto faz uma grande diferença na maneira como nos movemos no mundo.

A liberdade é coisa que não existe em parte nenhuma. Nem na política, nem na economia, nem nas nossas vidas.

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Este artigo foi entretanto revisto, desenvolvido e publicado no livro “Descobrir a PNL – um ensaio em redor dos temas da Programação NeuroLinguística e das suas aplicações”, de José Figueira, Edições Smartbook.
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3 comentários

  • “A liberdade é coisa que não existe em parte nenhuma. Nem na política, nem na economia, nem nas nossas vidas.”

    Permita-me discordar desta afirmação. A liberdade é a maior dádiva das nossas vidas. Somos livres para escolher o nosso caminho, para decidir por ou contra alguèm, somos livres para acreditar ou não e escolher uma existência de esperança e consciencia activa ou pelo contrário ficar à espera.
    O nosso ADN, o processo de socialização na familia e escola, obviamente condicionam, mas se estivermos disponíveis e determinados, a qualquer momento da nossa vida, podemos mudar o nosso rumo. O que sucede, porém, na maioria dos casos é que preferimos ser refèns de um suposto “conforto” que decorre de agir em conformidade com o que socialmente é tido como padrão de “sucesso” sem nos questionarmos se essas “directrizes” sustentam as nossas ambições e motivações pessoais ou se pura e simplesmente estamos a viver a vida que outros entendem como o que é certo.
    Reconheço que a maioria das pessoas desconhece o que é viver em liberdade, porque esta obrigatoriamente exige responsabilidade. E no meu entendimento é exactamente aqui que reside a questão mais essencial. Quantos de nós estamos disponiveis para assumir um compromisso sério e determinado? o exercício da liberdade plena não se faz sem consciência, sem compromisso, isso é apenas e tão só o mais fascinante.
    Considero que os “sortudos” conseguem ser livres com a maturidade, porque são capazes de gerir em equilibrio as suas vontades respeitando em simultaneo as vontantes dos outros. O que não é senão a definição mais absoluta da liberdade. Esta termina onde começa a liberdade do nosso próximo.

    Rita Mendes Responder
    • Cara Rita Mendes (que não tenho o prazer de conhecer).
      Vejo pelo comentário que não entendeu absolutamente nada do artigo que pretende comentar.
      Com todo o respeito, é claro, lhe sugiro que leia de novo e procure alguma informação sobre pnl, pois me parece que desconhecerá todos os conceitos mais básicos da estrutura do pensamento subjectivo…
      Felicito o José Figueira que, de forma absolutamente lúcida, publica um comentário sobre um dos seus mais importantes temas que a pnl tem, acertando bem ao lado absolutamente em tudo.
      Razão tem ele em insistir, insistir, insistir…
      As pessoas não percebem, e não há culpa, apenas caminhos a percorrer!
      A questão da liberdade é fulcral na conduta individual e nas obpções que a cada momento fazemos. Fazemos?
      Pois é…
      Pense nisso!
      A forma tão ligeira como diz que somos livres, sem explicar, mostra que não tem a mínima noção do que a liberdade realmente seja…
      a artigo dá pistas bem interessantes a põe o dedo na ferida…
      Aproveitemos a boleia e tomemos a reflexão!
      Estarei eu agora livre, neste momento, numa manhã tranquila a ler coisas que encontro em sítios conhecidos?
      Estarei livre ao ler e comentar um artigo de alguém que escreve e comenta uma coisa que mostra desconhecer?
      Estarei eu a ser absolutamente condicionado pelas minhas emoções, conhecimentos (e desconhecimentos)?…
      Bom, a ideia é mesmo só questionar.
      Felicitar o Zé e sugerir à ilustre comentadora que vá mais fundo e pense…
      Pense mais (melhor depende sempre da perspetiva)…
      A liberdade, sendo uma direção e talvez um desiderato, jamais será uma realidade e muito menos uma certeza!
      Seja qual for o campo do conhecimento sobre que nos debrucemos…

      António Miranda da Mota Responder
  • Obrigado Rita pelas palavras inspiradoras. Fosse toda a gente assim e o mundo seria diferente. (José Figueira)

    José Figueira Responder

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