NLP for the Next Generation

NLP for the Next Generation, segundo Robert Dilts

 

O axioma mais básico da PNL e que forma o seu fundamento foi adotado da semântica geral de Korzysbki: “o mapa não é o território”. Lembremo-nos que vivemos no século 21 e, como diz Robert Dilts, também “o território já não é o que era”.

 

A Programação NeuroLinguística cresce e desenvolve-se tal como o mundo que nos rodeia. Está em constante expansão e aprofundamento. Os fundamentos mantêm-se os mesmos: é o estudo da experiência subjetiva do ser humano e a sua aplicação prática levando do estado atual ao estado desejado através da aplicação de recursos. Mas passou da psicoterapia para o campo alargado das empresas, da saúde, do coaching, do ensino, das artes, do desporto e é praticada por milhões de pessoas em todo o mundo. Deslocou-se o acento do campo do comportamento para níveis e fatores tais como crenças, valores, identidade e sistemas mais alargados. Há um crescimento nas múltiplas interpretações, uma variedade enorme de novas vivências, um desejo cada vez maior de explorar experiências subjetivas alargadas tais como os campos de auto realização e espiritualidade. E seria isolar-se e morrer sem se abrir a novas contribuições vindas de brilhantes investigadores como Stephen Gilligan, Ken Wilber, Richard Moss, Eckart Tolle, Bert Hellinger, Rupert Sheldrake, Timothy Gallwey, Carol Pierson, para nomear só uns tantos. Vive-se também, segundo Dilts, um processo de reexaminação dos clássicos tais como Erickson, Pearls, Satir, Bateson. E claro, há por todo o mundo o processo de consciência e evolução crescente dos milhões de praticantes e o trabalho de modelagem e o aprofundamento da PNL realizado por figuras explicitamente engajadas no seu desenvolvimento tais como a família Andreas, Bolstad, James, Delozier, Haal, Dilts que tem jogado um papel crucial neste campo e, claro, os próprios fundadores Bandler, Grinder e Pucelik.

 

NLP Volume I (junho de 1980, Dilts, Grinder, Bandler, Delozier) focava-se nas estratégias cognitivas. A partir de 1980 a PNL desenvolve-se então para novas áreas e aparecem novas distinções nos níveis mais altos da pirâmide dos níveis neurológicos. Caracterizaria este processo como uma passagem mais explicita da “estrutura de superfície” (que gira à volta da expressão verbal e não verbal) para a “estrutura profunda” (emoções, valores, identidade). A partir dos anos 90 e até aos dias de hoje Dilts introduz temas chave à volta do “campo” e da espiritualidade, um termo que pode levar à confusão com atividades de caráter religioso e esotérico. Entende-se por espiritualidade a experiência subjetiva da conexão ao que vai para além do individuo tais como a família, a organização, a comunidade. É uma componente sistémica da PNL. Tratam-se hoje temas como “generatividade”, inovação, criatividade, visão, missão, propósito, sistémica. Entram em cena novas práticas para um trabalho mais total que abrange as mentes cognitiva e somática e a mente de “campo” entendida como a conexão como o sistema alargado à nossa volta, a famosa “quarta posição percetiva”. As práticas e processos que utilizamos no nosso Master Practitioner completamente renovado, no instituto PNL-Portugal, inclui práticas de centragem, o jogo interior, a zona de excelência, a transformação generativa, a integração e uso de sentimentos desconfortáveis e dificuldades, energias arquétipas, a jornada do herói, colaboração e inteligência generativa, etc..

 

Em NLP II, PNL para a Nova Geração, Robert Dilts fala de PNL ao nível da Identidade cujo fundamento é aquilo a que chama Coaching com C maiúsculo e que trabalha com dois componentes: o Ego e a Alma. O Ego é uma construção cognitiva, um modelo de nós responsável pelo nosso sentido de identidade, ocupado com análise, critica, sobrevivência, segurança, controlo, aprovação, reconhecimento, ambição e que pode criar uma parte “sombra”: arrogância, narcisismo, mas também auto depreciação, auto julgamento, depressão… A Alma (a que podem chamar Essência, Cerne, Verdadeiro EU, etc.) é a força vital com que nascemos, a energia única desprovida de conteúdo e que fundamenta a nossa identidade. É uma “estrutura energética profunda” que se expressa na forma de conexão e serviço ao sistema maior que nos envolve. Enquanto o Ego se serve de análise para funcionar no mundo, a Alma opera através de “consciência” (awareness). Entenda-se que para uma saúde mental e física e para uma existência de sucesso são absolutamente necessários tanto o Ego como a Alma.

 

Cito aqui o que me parece ser a mais importante mensagem de Robert Dilts para a Nova Geração:

“Quando o nosso corpo (a mente somática) e o nosso intelecto (a mente cognitiva) se conectam como dois dançarinos respondendo à música da vida (o campo) então a alma é um veículo para expressão e sentimo-nos mais vivos, com maior alegria, uma intuição reforçada e mais em casa. Carisma, paixão e presença emergem naturalmente quando estas duas forças (o ego e a alma: visão e ambição) estão alinhadas. O desempenho ótimo tem lugar quando o ego está ao serviço da alma.

As mais poderosas motivações são aquelas que combinam o alinhamento da nossa visão, missão, ambição e valores…

Compreender a dinâmica entre o Ego e a Alma e alcançar o balanço entre eles, é uma parte essencial do coaching de identidade e PNL de próxima geração”.

Finalizo com as palavras de Dilts, as mesmas com que terminei o meu livro “Descobrir PNL”:

Como pode ver, é apenas o começo. Há muito mais para vir!

Artigo de José Figueira

 

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