O livre arbítrio existe?

A questão do “livre arbítrio” é uma questão que tem ocupado pensadores e cientistas através dos tempos.

O “livre arbítrio” é, em parte, uma grande ilusão. Todos nós tomamos decisões, é certo. Mas fazêmo-lo sempre dentro de quadros determinados:
– hereditariamente, formação no útero, história pessoal e meio exterior. De livre arbítrio não deve restar grande coisa.

A maioria das pessoas, essas não têm nenhum livre arbítrio. O piloto automático determina as suas vidas.

Em PNL estuda-se precisamente a nossa subjectividade e as suas leis, o que nos pode ajudar a viver de forma mais em harmonia com aquilo que somos. A terminologia do “sucesso”, “poder”, “controlo racional”, “atingir o que se quer”, é, talvez, mais uma questão de publicidade comercial, parece-me, que algo fundamentado nos conhecimentos da psicologia e neurociência.

PNL oferece-nos uma ferramenta formidável para auto-conhecimento e ajustamento do comportamento às nossas próprias leis naturais. Por isso não encontra mais nos meus artigos, ou nos meus cursos, os chavões publicitários de sucesso e excelência que muitas vezes são empregues nesta metodologia.
A metáfora que uso para caracterizar os meus cursos de PNL é: “a caminho do cerne, a partir do cerne”. Quer dizer, conhecermo-nos cada vez mais e agirmos em harmonia com esse conhecimento, ao encontro de um maior balanço interno e na relação com o mundo. Central está o conceito “ecologia”.

3 comentários

  • Obrigado José!

    “O caminho da consciência é o único que nos abre as portas do livre arbítrio e só à medida que as vamos atravessando é que vamos reconquistando a Liberdade!”

    Quero dizer que não basta ganhar auto-conhecimento e alargar a consciência, pois para se ser livre também é necessário agir congruentemente.

    Um abraço,

    Mário

    Mário João Russo Responder
  • O seu artigo aborda uma questão muito importante que, em minha opinião é a seguinte:
    À custa de tanto ouvirmos certos conceitos, armazenamo-los no nosso subconsciente e, inconscientemente os perseguimos sem sabermos exatamente o que significam para nós.
    Frequentemente uma espécie de “guias espirituais” nos apontam o caminho.
    A minha pergunta é: Se não nos conhecem, como sabem qual é o nosso caminho?
    Apetece citar José Régio:
    …Não sei por onde vou
    Não sei para onde vou,
    Sei que não vou por aí.
    Para concluir que o meu sucesso há-de ser o que eu quiser e não o que os querem que ele seja.

    Cordiais cumprimentos

    Francisco Barão

    Francisco Barão Responder
    • Interessante reflexão sobre a existência de livre arbítrio, Francisco…

      Citando o seu texto:
      “Frequentemente uma espécie de “guias espirituais” nos apontam o caminho.
      A minha pergunta é: Se não nos conhecem, como sabem qual é o nosso caminho?”

      Na primeira frase encontro a resposta à sua pergunta na segunda frase independentemente do entendimento de cada qual sobre o significado de guias espirituais (poderíamos até chamar-lhes a voz da nossa consciência).
      Assumindo-se que existem guias expirituais, voz da consciência, ou outra qualquer designação que desejemos atribuir-lhes, interrogo-me se eles estarão, ou não, para além de todas as “formatações” decorrentes do processo de aculturação do indivíduo. Associada a esta interrogação surgem-me de imediato diversas conexões tais como, a ecologia dos nossos processos internos, as sensações de dejá vu, os insights, aqueles que defendem que estamos essencialmente a recordar no âmbito do processo de aprendizagem que todas as nossas experiências de vida constituem, e ainda aqueles que acreditam que podemos encontrar a sabedoria numa criança de dois anos.
      E naturalmente que já estamos a colocar a questão do livre arbítrio em planos relativos, isto é, ancorados em diferentes referenciais e contextos. Ora, admitindo como possível a hipótese de podermos efectivamente reflectir sobre a existência, ou não, do livre arbítrio em diferentes contextos, a questão torna-se rapidamente filosófica e talvez nos seja apenas possível chegar a conclusóes dentro dos respectivos contextos. Encontraremos, provavelmente, respostas diferentes em função do contexto. Em contextos mais restritos às coisas práticas da vida terrena chegaremos facilmente à conclusão a que chegou cientes de que antes do mais necessitemos de nos certificar o que é que efectivamente nós queremos, o que implica libertarmo-nos de diversas crenças e convicções que efectivamente não são nossas. Contudo, num contexto metafísico onde naturalmente nos interrogaremos sobre Deus e a nossa relação com Ele talvez as melhores conclusões que possamos tirar continuem a ser perguntas.
      Grato pelas partilhas.
      Mário

      Mário Russo Responder

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