O papel do “pensamento” nas nossas vidas

Ana Sousa: “Acabo de ler o texto sobre os Objectivos. Muito do que já li, e que até faz sentido para mim, defende a ideia de que somos o que pensamos. O José diz o contrário. Porque pensa assim? Os nossos pensamentos comandam muito a nossa vida porque eles tornam-se as nossas palavras as quais se tornam nas nossas atitudes”.

José Figueira: “Pensamento” e “vida” são o que chamamos nominalismos, termos abstratos a que cada um lhe pode dar a sua própria interpretação. Não sei bem o que a Ana entende por isso, de qualquer forma aqui vai uma possível resposta.

Possivelmente que me não tenho expressado bem pois tem havido más interpretações do que digo. Nunca disse que os pensamentos não comandam a vida. Nunca poderia dizer tal!

Certamente que os nossos pensamentos (em PNL falamos de “representações internas”, o que significa o conjunto de imagens, sons, palavras, sensações primárias, cheiros e paladares) determinam os nossos estados e os nossos comportamentos.
Esse princípio é a base da PNL e no que acredito plenamente. Mas ficar por aí é superficial e não nos leva a parte nenhuma.

A questão é que, em geral, na prática diária, não temos praticamente controlo nenhum sobre as nossas representações internas. E daí a necessidade da PNL (e de outras disciplinas) para conhecermos o processo e lidar melhor connosco e com as nossa mente. Se fossemos senhores das nossas representações não tínhamos necessidade da PNL. Controlávamos os nossos pensamentos e assim a nossa vida.

PNL é precisamente o estudo da nossa experiência subjetiva (entre outras coisas, de como se forma o tal “pensamento”, as representações internas…), e a consciencialização desse processo e das suas leis. Só a partir daí podemos começar a lidar (e não controlar) o pensamento, o qual naturalmente se processa de forma automática como diálogo interno, fora do nosso controlo!

O que determina a nossa vida, os nossos estados, os nossos pensamentos, o nosso comportamento, as nossas decisões são processos de que nós, na maioria das vezes não temos a mínima consciência: são valores, preferências psicológicas, emoções baseadas em acontecimentos passados, crenças, significados que atribuímos à linguagem, etc.
Ora é precisamente este o objeto de estudo da PNL e como podemos utilizar estes conhecimentos para realizar o nosso sentido de vida!

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