Por onde ficou a essência humana?

Ainda mais que ao popular “facebook”, continuo a dar uma atenção cuidada aos e-mails que recebo.
Tenho um amigo que considero uma espécie de filósofo que se não preocupa com o fundamento e continuidade do pensamento filosófico tradicional mas que vai atirando, em forma de ensaios, aos que se dão ao trabalho de o ler, as suas próprias divagações sobre o Ser e o Mundo.
Vou partilhar a última que recebi dele e causou certo impacto em mim, poupando-vos todo o imenso texto que o fundamenta:

“A maior perversão da sociedade atual e que fundamenta a miséria global em que nos encontramos tem a ver com a destruição cada vez mais completa da essência do que considero como sendo o princípio que faz de nós humanos. O princípio a que me refiro resume-se no equilíbrio: dar-receber. Na sociedade atual este princípio está praticamente banido. O princípio que veio substituir todas as relações humanas sob a égide tornada divina do capital, é o princípio vender-comprar, uma versão interesseira, altamente sofisticada, degradada e racionalista do animalístico em nós. Este princípio teve o condão de transformar a honestidade da troca livre idílica baseada no Amor, em relações egóicas de conveniência (o termo “egoico” é da autoria de Eckhart Tolle) a caminho da completa destruição da essência humana produzindo o stress e a infelicidade generalizada”. (J. P.)

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