Precisaremos sempre de PNL?

Uma pergunta da Daniela:

Acho que a pnl é uma ferarmenta fantástica, uma mais valia que qualquer pessoa pode usar para se conhecer melhor e aplicar todo o seu potencial.
A questão é:
– Como é que eu adulto posso evitar os mesmos erros dos meus pais e dos meus professores? Como quebro o ciclo?
– Como educo as crinças a conhecerem desde cedo todo o seu potencial, a não se limitarem inconscientemente?
– Como educar uma criança de modo a não ser preciso usar a pnl em adulto? Se é que é possível…

Uma Resposta:

Fizeste boas perguntas!!!

Sobre a questão “como é que eu adulto posso evitar os mesmos erros dos meus pais e dos meus professores? Como quebro o ciclo?”
É fácil de responder. O ciclo já está quebrado no que diz respeito a pais ou professores que neste momento façam a si-mesmos esta pergunta. É uma pergunta que nunca passaria pela cabeça da maioria dos nossos pais e professores no nosso tempo de infância, pelo menos no meu tempo.

“Como educar uma criança de modo a que não venha a necessitar de “PNL” ( ou algo parecido) em adulto”, é menos fácil de responder.
A questão é que o significado dos nossos actos perante os nossos filhos ou alunos reside na interpretação que eles lhes dão, interpretação essa feita com base nos recursos que eles têm no momento. Não temos totalmente controlo sobre essa informação. As nossas intenções são sempre positivas, como foram as intenções dos nossos pais, mas as interpretações dadas podem levar a limitações.
É com base nas interpretações que damos às coisas, e para sobreviver no mundo (hostil) que construímos toda uma estrutura psicológica, couraças, autodefesas, fragmentações na personalidade, um ego. Este é o processo natural de crescimento em nós todos.

Ora como podemos evitar interpretações limitadoras que levam a estruturas psicológicas causadoras de infelicidade?
Parece-me pois que munca está totalmente sobre o nosso controlo.

Pessoalmente acho que um grande problema na educação, entre muitos outros, é o conceito de “bem” e “mal” e talvez por detrás disto a ideia dum “pecado original”.
Em praticamente todas as pessoas, se for analisar convicções atrás de convicções, chego praticamente sempre a uma uma imagem que muitos de nós temos de nós mesmos:
– é que não somos OK, ou que, pelo menos, não somos suficientemente OK!
E então fazemos todos os malabarismos e dispendemos as nossas energias para ser OK, para ser “qualquer coisa”. E depois, claro, vamos às vezes fazer meditação ou PNL, ou outra coisa qualquer, para nos libertarmos das fantasias (disfunccionais) que criámos para nós mesmos no decorrer da vida e, sobretudo, na infância!!!

Talvez ajude se empregar alguns dos pressupostos da PNL, por exemplo estes:

Respeite o modelo do mundo de cada pessoa
O significado da comunicação é a resposta que se obtém
Corpo e mente influenciam-se um ao outro
O mapa não é o território (as palavras que empregamos não são os acontecimentos ou assuntos que representam)
A informação mais importante sobre alguém é o seu comportamento
O comportamento é transformável e o comportamento actual é a melhor escolha que se tem no momento
O comportamento de alguém não é a pessoa (aceite a pessoa, transforme o comportamento)
As pessoas têm todos os recursos de que necessitam para ter sucesso (não há pessoas sem recursos, há pessoas que não empregam os seus recursos)
Sou o dono da minha mente e portanto dos meus resultados
A parte do sistema (a pessoa) com o comportamento mais flexível dominará o sistema
Errar não existe, só existe feedback
Resistência num cliente (pessoa) é sinal de falta de rapport (empatia). Não há clientes de má vontade, há sim comunicadores inflexíveis
Todos os procedimentos devem ter como fim aumentar as possibilidades de escolha
Todo o comportamento e toda a transformação devem ser avaliados em termos de contexto e ecologia
Tudo tende novamente para a união e para que se torne uma totalidade em nós

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