O que nos motiva

A pergunta “O que nos motiva?” pode levar a uma conversa sobre conteúdos. A pergunta mais típica em PNL é outra. Em PNL preferimos a pergunta: “Como nos motivamos?”

A base da motivação reside no significado que damos às coisas, falamos então de “valores”, valores esses que podem variar no tempo e no contexto.
A estrutura geral por detrás dos valores é a dicotomia “prazer” (aproximação) e “dor” (afastamento), o que resulta em dois estilos diferentes de motivação profundamente ancorados em nós com consequências enormes na nossa vida. Só uma pequenina percentagem das pessoas faz o que faz para realizar o prazer. A grande maioria faz tudo para fugir à dor. E só uma percentagem ainda menor se move tanto numa direção como na outra.

As pessoas motivadas por aproximação usam uma linguagem mais positiva e explicitam-se direcionadas ao que querem, tiram a energia dos objetivos a atingir restando focalizadas mas têm dificuldade em reconhecer os problemas que se lhes deparam pelo caminho, o que leva às vezes a serem vistas como ingénuas.
Ao contrário, as pessoas motivadas por afastamento concentram-se naquilo que não querem. Concentram as suas atividades no afastamento de tudo o que para elas não seja agradável. Num projeto a motivação diminui se não existirem obstáculos. Têm dificuldade em trabalhar com planos de longo prazo. Frase típica: – Tenho que…

Enquanto uns dão atenção às possibilidades que algo lhes oferece, os outros concentram-se em evitar problemas.
Sobretudo as pessoas que se movem por afastamento não têm a mínima noção do que se passa com elas. Tentam evitar no dia-a-dia as situações desconfortáveis que vivenciaram na infância. Escusado será falar aqui do desgaste de energias e das possibilidades sempre presentes do confronto com o que justamente não desejam.

(Este tema dos “Valores” será tratado na nossa tertúlia de 2 de março no Estoril)

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