Onde se fundamenta o Ser?

Como distinguimos o “Bem” do “Mal”? Onde está localizada a fonte das nossas ações? Onde estão situados os fundamentos do que experimentamos como sendo o nosso Ser? O que faz com que nos sintamos ou não felizes? Qual é a origem das nossas decisões?
A resposta a todas estas perguntas converge num fator comum: o que é importante para nós é determinado pelos nossos Valores. São os valores (saúde, amor, liberdade, crescimento, partilha, inovação…) que dão significado ao que fazemos e, sem que na maioria das vezes tenhamos consciência disso, orientam todos os nossos estados emocionais, pensamentos e ações. E como quase sempre não temos consciência dos nossos valores, acabamos por não ter controlo sobre as nossas vidas.

O desconhecimento dos nossos valores pode ter consequências nada agradáveis. Assim, por exemplo, indecisões e conflitos internos são o resultado de valores em conflito (por exemplo, segurança e aventura, dinheiro e liberdade); desgaste excessivo de energias na nossa vida diária pode ser o resultado da tentativa inconsciente da fuga certos valores negativos (ingratidão, coação, imperfeição, descontrolo…); frustração depois de obtidos objetivos pode ter origem no desconhecimento de quais são os objetivos hierarquicamente mais relevantes assim como da ausência na distinção entre o que é verdadeiramente importante para si e os valores que não são essencialmente seus mas dos outros.

É com base nos valores que desenvolvemos as nossas regras (convicções) que acabamos por considerar como verdades e que tanto nos podem facilitar como dificultar as nossas vidas. Dificultam-nos sobretudo quando formuladas em termos do que não quero: se não acreditam em mim sou desnecessária (alguns valores: necessidade, pertença, verdade…); sou um fracasso se não apoio os outros (valores: sucesso, ajuda…).

A tomada de consciência dos valores e das convicções é um primeiro passo para escolhas mais saudáveis e para a realização de uma vida mais preenchida. A PNL tem essa tomada de consciência como fim para que se possa proceder a uma harmonização cada vez maior entre os seus objetivos últimos, a sensação única do seu Ser fundamentada nos valores e convicções para ativar todos os seus talentos e orientar as suas ações no mundo.

José Figueira

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